Incontrolável Força Do Tempo

 

 

Incontrolável Força do Tempo

Incontrolável Força do Tempo

Na triste  manhã de inverno, acordo tarde demais,  para enfrentar os duros dias que se apresentam   e me sugerem um aperfeiçoamento e correção de tudo o que ambiciono para as próximas temporadas.

Pois quem está vivo, as temporadas se levantam, exigem  e adormecem muito mais depressa do que imagino.

Os dias que seguem, têm a cadência tão mal colocada por mim, que até o meu respirar, precisa de um reparo maior.

É mais encantador, contar as vezes que suspiro,  do que perceber o dia que vai se indo…

Impressionante é o cálculo de previsões que nem sempre chegam a se firmar. Será que as minhas contas não batem com o tempo que estou a experimentar?

Será que é necessário um novo instrumento que possa medir e calcular as vezes que me pego indagando sobre a melhor forma de prever e acontecer?

Não sei não, tudo está muito depressa e exigente demais. Já não se faz tardes longas, conversas que giram o mundo em apenas algumas horas…Onde apenas nos enriquecemos com a imaginação, somente ouvindo alguém que se propõe a nos contar sobre suas idas e vindas tão bem colocadas.

Que beleza experimentar uma tarde lançada  num sofá, um chá e um bom papo entre amigos, filhos ou alguém a nos procurar para também dissertar.

Éh,  uma lista interminável de questionamentos quando o assunto é a adaptação do tempo com as nossas exigências dum modo de vida que nem sempre estão galgando na mesma velocidade.

Será que estamos no controle do nosso melhor repertório que é o dormir e acordar , crendo que seremos eternos nestes disparos de lances previstos, sempre na esperança que o amanhã será mais vasto, em se tratando de tempo e melhor que o ontem?

Faço votos de que a incontrolável ânsia que me assiste, esteja contribuindo para que os lances de dias melhores e bem mais aproveitados, sejam meus melhores aliados na minha idade avançada.

Porque senão, de que adiantam tantas correrias, tantas idas e vindas, na mais  acelerante que já fiz, para depois, tudo acabar-se em nada?

Hoje estou aqui, amanhã, talvez, encontram-me também do lado de lá,  e será que lá  é do mesmo jeito, em se tratando do melhor aproveitar o tempo?

Raciocine o tempo no PRESENTE, por quem foi feito este  EMBRULHO e como este chega em sua vida!

Mili

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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