Sem Saber…

Expansiva

Sem Saber …

O que tinge a minha fala,
O que traça o meu escudo,
O que lança o meu propósito,
Neste semblante inalterado…

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São partes que ainda não sei,
São livros que ainda não li,
São partos que não consegui,
Neste semblante inalterado…

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Ao sucesso que brindei,
Ao requisito que jamais preenchi,
Ao sussurro que outrora engoli,
Neste semblante inalterado…

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Meias verdades, Verdades inteiras,
Meias entradas, Entradas inteiras,
Valores Errados, Vida Passageira,
Neste semblante inalterado…

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Confesso que erro,
Assim como tu erras,
Estranho caminho,
Sem eira nem beira,
Neste semblante inalterado…

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Afogo os insultos,
Também ouço os surdos,
Profundo desgaste,
Que nutre a realidade,
Neste semblante inalterado…

Mili

Percorrendo Caminhos

Percorrendo Caminhos

Percorrendo Caminhos

 

Alegro-me, quando consigo ficar em êxtase, diante às deliciosas fases que já passei e das que supostamente ainda irei percorrer neste tão eloquente trajeto de distrações.

As ilusões se fazem presentes,  à todo momento em que busco, a maior felicidade, alegrias e permissividades.

Os  ciclos jamais se completam, neste cantarolar de idéias, lançadas à todo instante, na desenfreada vontade de vencer obstáculos, com um coração exigente e ofegante que já não percebe os sintomas das ilusões.

Um coração amadurecido, de tão amaciado pelos baques a que se envolveu e lògicamente, proposto , creio eu, por mim mesma, em algum instante qualquer…

Não me levar tão à sério é a minha meta, para prosseguir sem tantas cobranças, nestas exigências que a vida enaltece, e eu, como não sou boba, nem nada, saio da roda que insiste  em inserir-me e maltratar-me, a fim de que permaneça escrava das exigências que tanto tomam o tempo, o lugar e os sonhos…

Não é uma palavra qualquer que me enrubesce, saio fora das jogadas de  tantos tiranos que encontro no percurso e incluo sempre que  possível, as mágicas fora de ilusões, concretizando um querer momentâneo, sabendo que desta não sairei viva.

Mili