No interior do meu quarto, sobram os espaços , para a longa dança que insisto em bailar.
Em cima da minha cama, restam as músicas,despejadas e desejadas, na sinfonia amorosa , que proponho ardentemente proclamar.
Ao meu lado, todos os dias, os criados mudos, censuram os meus desejos tantos, que se criam em cada noite, quando deito para o descanso e passo ao sonho do encanto no bailar.
Nesta balada sincera, ecoam as marcas tingidas e mal interpretadas, das tantas vezes , que ouço a voz interna, desejando, em socorro, apenas, o melhor som a me embalar.
Talvez para o sono!!!
Talvez para o sonho!!!
Talvez para o sonâmbulo saltar , que insiste em bailar!!!
Mili
