Espero com a chuva,
Restaurar o meu entender,
Limpar os espaços contidos,
Entre o querer e o poder!
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Espero com a mansidão,
Na mesma anunciação,
Que percebo nos retos,
Inclinados e oblíquos,
Concentrados traços,
Que somente a chuva,
Consegue desenhar!
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Na mesma inspiração,
Recolho o frescor,
Do ar,
Que estou a distribuir,
No meu entender,
No meu querer,
No meu mais profundo,
Saber!!! Entender!!! Poder!!!
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Porque a chuva,
Causa a interiorização,
Talvez nas amarras,
Amargas e contidas,
Num mesmo espaço,
Que não é mais meu,
E o sufoquei!
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Somente a chuva,
Tão somente ela,
É capaz de retirar,
Coisas que não mais,
Pertencem ao meu ser,
Nem tão pouco,
Representam coisas,
Que se aproveitem,
E somente estão,
Ocupando o lugar,
De boas novas,
Que somente estão,
Aguardando a chuva limpar!!!
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Mili

