Não posso acreditar nas coisas que fiz, quando ainda era jovem, despojada da maldade e entregue à ingenuidade total.
Alheia ao que o mundo despeja, com intenções de introduzir no ser que está à mercê deste total desprendimento…
No que diz respeito aos lances de seres mais preparados e que estão de olhos, principalmente, naqueles que estão à caminhar,na total observação, apenas do caminhar sem grandes e altos propósitos, apenas quer caminhar, sentir o gosto e o sabor desta trilha cheia de surpresas, cores, brilhos, perfumes e exclamações por todos os cantos, de tão encantadora vibração que este ser se encontra…
Permanecer nesta faixa em questão, é o princípio da alegria jovial, da saúde em ordem, e principalmente, da cabeça que não está corroída, ainda, pela maldade que adoece e a falta de princípios generalizados, que somente dividem, subtraem e maltratam este ser que tenta apenas caminhar sem problemas, na agregação da alegria e capacidade de sentir somente o belo e o bom.
Por muito tempo persisti neste embalo de vibração.
Fazia graça e provocava espanto por onde passava, porque sempre acreditei que é desta maneira que o bem viver, acontece e derrama as suas bênçãos por onde se alcança.
O sonhar de olhos abertos, fazia parte deste embalo às ilusões que sempre se concretizavam, porque acreditava neste sonho tão bem galgado.
Ser e fazer feliz eram a parte do repertório que mais provocava indignação, nos olhares atentos e que nada entendiam, por estarem fora desta faixa de frequência que estava a sintonizar.
De vez em nunca, encontrava seres que estavam com os mesmos propósitos, mas mesmo assim, sentia-me fora dos padrões estabelecidos para alcançarem tais objetivos.
E os objetivos, que encontravam-se apenas no ter e sempre mais ter para ser feliz.
Era esta a passagem secreta que mais acumulava entulhos de tanto ter e não ser o suficientemente possível para acomodá-los e distribuí-los os tantos acumulados…
Por aqui vale uma reflexão valorosa, que é a relação entre o ser e ter e o que te motiva em ser nestes tempos assustadoramente sedentos exigindo sempre mais e mais…
Mili
